Final (in)feliz no Rio.

Não era bem isso que tínhamos em mente para o WT no Rio. Nenhum brasileiro na final não passava na cabeça de ninguém aqui na nossa redação. Nem na da tia do café. Nenhum brasileiro nas semis então, nem se fala. Com o time que tínhamos e com as ondas que apareceram, o roteiro estava montado para chegarmos até a final. E ganharmos. O final feliz estava prontinho. Só que esqueceram de avisar tudo isso ao John John, Parko, Mick e Josh. Uma pena. O filme parecia ser ótimo. Depois da decepcionante derrota do Medina logo no começo da etapa, só uma vitória poderia lavar (com água salgada) nossa alma. Mas ela não veio e ponto. O jeito é engolir o choro e partir para a próxima. Agora nossos nobres guerreiros vão ter que providenciar seus primeiros lugares em águas internacionais. E, pelo caminho, terão que passar pelos 4 nomes citados algumas linhas acima. Joel, Fanning e Josh estão no topo do ranking e com o surfe em dia para correr atrás de um título mundial. Os 3 parecem muito afiados e com muita vontade. Sem falar que eles têm muitas horas de surfe nas ondas que vem pela frente, Cloudbreak e Teahupoo. Ou seja, quem quiser ganhar dos caras vai ter que cair na água com a faca nos dentes. Já o quarto nome citado, é o mais preocupante de todos. O tal do JJ Florence está surfando muito. E, dos 4 mosqueteiros, é o que tem mais surfe para as ondas que vêm a seguir. Fabricado em Pipe, Jota Jota domina a arte das esquerdas tubulares e, para completar, ele está confiante e com a moral no 23º andar, depois da vitória no Rio. Nesse caso, nem faca nos dentes vai ser capaz de segurar o garoto. O lance é cair na água com um porrete e duas granadas de efeito moral nos dentes. E, ainda assim, será preciso surfar muito.

Chupa, Taj.

Em primeiro lugar, gostaríamos de mandar um sonoro “chupa, Taj”. Em segundo e terceiro lugares, também. Não nos entenda mal. Somos fãs do Taj, do surfe do Taj e das baladas que o Taj fez ao longo dos anos. Mas é que aquele resultado lá na Gold Coast estava muito entalado. Parecia que tínhamos um pernil atravessado na glote. Sim, a culpa não foi dele. Quem decide são os juízes e tal. Sabemos de todo esse blábláblá. Mas na hora da raiva é o vencedor da bateria que fica com a glória. Por isso o Taj vai ter que aguentar nossa revanche e pronto. Virada a página. Que senhor dia de competição tivemos hoje no Rio. Depois de uma segunda-feira magrinha, a terça foi bem mais rechonchuda de ondas boas e de surfe. Mineiro e Alejo ainda estão firme e fortes na disputa. E, o melhor de tudo, é que estão em lados diferentes da chave. Quem sabe não pinta aí uma finalíssima tupiniquim. Hein? Hein? Não custa nada sonhar, né não? Mick e Joel também continuam na disputa e, dependendo do resultado aqui, podem se colocar como reais pretendentes ao título mundial. Uma bela motivação para os rapazotes australianos. Entre a turma das quartas ainda tem Tiago Pires (acredite se quiser), Josh Kerr (que tá surfando com muita consistência), John John e Julian. Esses dois que se enfrentam logo de cara e que tem tudo para fazer uma das melhores baterias do evento. Só não diremos que é a melhor, porque Mineiro X Alejo na final vai ganhar esse título. Não custa sonhar. Não custa sonhar…

O único lado bom do 2º round no Rio.

Não foi o recomeço que a gente esperava. As ondas não estavam lá essas coisas. Surfistas, idem. E, para completar, o Medina, esperança nacional, perdeu. Poderia ser um dia para esquecer, não fosse por um ponto positivo: quem ganhou do Gabriel foi outro brasileiro que promete: Peterson Crisanto. Teve também a vitória do Heitor, é verdade. Mas, como fiel seguidor do surfe dele, o CDO já sabia que isso iria acontecer. Portanto, sem novidades. Para completar o dia nublado (no sentido literal e figurado) para os brasileiros, Jádson, William, Tomas e Raoni também deram tchauzinho para a etapa. Uma senhora degola, né não? De 7 soldados no 2º round, restaram apenas 2. O pior é que, no mínimo, mais um brazuca vai dar bye-bye para o WT Rio. Alejo e Heitor se enfrentam no 3º round. Ou seja, uma baixa já está garantida. Só nos resta torcer para que as ondas melhorem um pouco. Assim a vantagem de surfar em casa pode aparecer e ajudar nossa tropa. Do jeito que o mar está, o fator “sorte de achar uma vala decente” está fazendo tanta diferença quanto o fator “surfe no pé”. Os números comprovam isso. Teve gente passando bateria com notas 6.0, 8.7, 9.33 e outras do gênero. Detalhe: isso aí já é o somatório das duas ondas. Entendeu o drama? Mas tudo bem. Amanhã é outro dia e os ventos soprarão a nosso favor. Assim esperamos.

Enquanto as ondas não vêm.

É só a gente ou está todo mundo aí ansioso para que as ondas no Rio subam e botem os tops para ralar um pouquito? O primeiro round foi um belo aperitivo. Mas precisamos de muito mais para saciar a nossa fome de WT. Pensando nisso, nós, os muy amados responsáveis pelo CDO, resolvemos dar uma forcinha moral. Fomos atrás de um filmito de ondas grandes para ver se as ondas cariocas se empolgam e vão lá para cima. Por isso, depois de assistir, pedimos que alguém aí faça o favor de passar nosso link para elas. Infelizmente não temos nem o email, nem o Facebook, das valas riodejaneirenses.

Tá com medinho, Slater?

Senhoras e senhores, machos e fêmeas, tarados e taradas (pelo surfe), é com grande prazer que anunciamos que Kelly Slater, o 11 vezes campeão, arregou. E que arregada. El carecón anunciou que não vem para o campeonato no Rio. Ou seja, uma puxada de bico daquelas de envergonhar até estrela-do-mar. Depois de ver o que o Medina fez com os adversários em Trestles, o multicampeão deve ter pensado “Qué isso, meu rei, eu quero ficar longe desse moleque”. Ou algo parecido. Pensamentos slaterianos à parte, a verdade é que o cara viu que o bicho ia pegar e deu linha na pipa, como dizem os mais jovens e adeptos do cigarrinho do capeta. Como desculpa, Kelly usou um corte no pé. Pode até ser. Mas teve ano aí em Bells que ele ganhou o campeonato com pé quebrado. Não seriam uns pontinhos à toa que tirariam ele da competição. Portanto, colocando nosso cérebro ostraniano para funcionar, deduzimos que o motivo para tamanha arregada tem nome. E CEP e telefone, também. Ele se chama Gabriel Medina (só não daremos o CEP e o telefone aqui por razões de segurança). Quer saber, seu Slater, o senhor está mais do que certo. Está certíssimo. Achamos até que o senhor também deveria ter medo do Mineiro, Heitor, Pupo, entre outros brasileiros aí. Ouvimos dizer que eles vão pro “pegapracapar” no Rio. E aí, caro careca reluzente, é melhor mesmo o senhor ficar em outro continente, para não ser humilhado em águas marinhas tupiniquins. Pena o senhor perder a oportunidade de comer nosso açaí. Mas é melhor não comer açaí, que engolir uma dolorosa derrota em combinação.

Medina, o surfista sem piedade.

Está decidido. Gabriel Medina, brasileiro, solteiro e natural de Maresias, é o surfista mais sem coração da história do circuito mundial. O que ele fez com os adversários em no campeonato em Trestles fui uma verdadeira humilhação. Não se faz aquilo nem com os inimigos. Muito menos com os coleguinhas do happy-tour. Muita sacanagem por parte dele. O moleque triturou, mascou e defecou na cabeça de todos que ousaram entrar em seu caminho. A superioridade durante toda a competição foi tamanha, que a sensação era que os outros surfistas queriam que aquilo acabasse logo. Eles não tinham surfe para estar ali. Medina fazia-os sentir diminuído demais. Sem dó. Nem piedade. Os descartes do molecão eram mais altos que as melhores notas dos adversários. Por um momento a mídia e os organizadores até tentaram exaltar os feitos do Dane Reynolds e do John John (que tá surfando muito). Mas foi em vão. Gabriel era muito, mas muito, superior que os dois. A final com Glen Hall nem precisaria ter acontecido. Depois do que o Medina fez com o Ace Buchan (top 10 do WT), nas semis, todo mundo já sabia quem era o campeão daquela bagaça. Por falar em Glen Hall, a única coisa mais divertida que ver o Medina surfando era ouvir a entrevista desse cara. Que voz era aquela? Parecia que o cara tinha engolido um cilindro de gás hélio na maternidade. Voltando para o brasileiro, depois de um começo de ano meio estranho, esse era exatamente o resultado que ele precisava uma semana antes do WT em terras tupiniquíssimas. Aliás, melhor que o resultado foi a performance arrasadora. Isso sim deve servir como um turbo-nitro-power no psicológico do garoto para ele detonar no Rio e engatar uma segunda no WT 2012. É só a cia. aérea não quebrar aquela prancha mágica dele que está tudo certo. E que venha o WT Rio. Uma ótima oportunidade para os tops que não apanharam do Medina lá em Trestles, levarem uma sova por aqui. Come on, gringos!

Nos vemos no WT Rio.

Ilustres cerebrais, temos o prazer de anunciar que daremos uma pequena pausa nas atividades do CDO. Gostaríamos de dizer que o motivo é um realinhamento do nosso foco. Ou uma pausa para re-planejarmos o modelo de negócio. Mas isso seria uma das maiores balelas da história da internet. A verdade mesmo é que tiraremos alguns dias para ficarmos de pernas para o ar, coçando o dito cujo e sendo atacados por garotas semi-nuas e semi-assanhadas. Entre um ato e outro, pretendemos pegar alguns tubos. Merecemos, não? Antes que você comece a chorar (de inveja ou de tristeza por nos perder por alguns dias), saiba que voltaremos com tudo para acompanhar o WT no Rio. Vocês não acharam que a gente iria perder um campeonato desse aqui na terrinha, acharam? É claro que estaremos lá. Tudo bem que o corpo e a mente estarão um pouco inutilizados depois de tanto entubar as ondas e as assanhadinhas. Mas estaremos.

O que mais chamou sua atenção no WT 2012?

Passada a perna australiana e a tensão do começo do ano, chegou a hora de analisarmos o tour. O povo quer saber: o que mais surpreendeu você nesse começo de WT 2012? O que mais deixou você pasmo, congelado, sem ar, boquiaberto e arrepiado na virilha, nessas duas primeiras etapas? Fizemos um levantamento detalhado dos principais fatos do tour até agora e deixamos com você a responsabilidade de decidir o mais marcante. Escolha com carinho. É por sua conta e risco. E avisamos desde já: qualquer problema, nem adianta colocar a culpa na gente. Nossos advogados já estão preparados para tudo. Dito isso, vamos ao que interessa. Qual é o fato mais surpreendente até o momento?

- O Medina ainda não ter vencido um campeonato.

- O Slater não ter se aposentado e, pior, estar na liderança do tour.

- O Jonh John ainda não ter chegado, se quer, nas quartas de final.

- O Taj ter ido muito bem num campeonato e muito mal no outro (naaaaa…, isso não é surpresa para ninguém, né não?).

- O Mineiro ter sido garfado na final de Snapper?

- O surfe de backside do Heitor não ter passado do 25º lugar em Bells?

- O Alejo não ter ido além da 2ª fase em nenhum campeonato. Repito: nenhum campeonato.

- O Kai Otton ter feito as quartas em Bells.

- Os juízes terem tomado decisões controversas (não, esse também não é surpresa nenhuma).

- O Slater ter dado um aéreo melhor que os do Medina, do Julian e do Kerr. Juntos.

- O Cérebro de Ostra ainda não ter feito nenhum post xingando os gringos (em especial o Parko, nosso alvo preferido) esse ano?

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