A pior bateria da história: Dane x Kolohe.
O mundo inteiro tinha uma expectativa enorme nessa bateria. E, quando falo o mundo inteiro, refiro-me a mim e aos 3 amigos que assistiam o campeonato comigo. Dane Reynolds versus Kolohe Andino prometia ser “A” bateria. Assim mesmo, em maiúscula e entre aspas, por mais ridículo que isso seja. De um lado temos o cara que não está nem aí para campeonatos e ainda assim é considerado por muitos (eu e meus 3 amigos) o melhor surfista da atualidade. Do outro, temos a maquininha loira de competição, Kolohe Andino. São dois californianos e dois adeptos do surfe moderno. Mas são também dois opostos do esporte. Por isso a curiosidade mundial em assistir ao duelo. Para apimentar mais a super bateria, o cenário era perfeito para o estilo dos meninos. Um beachbreak californiano feito especialmente para o surfe pop-pós-moderno. Tudo perfeito até aí, né? Pois prepare-se. (Bem que o post poderia terminar por aqui e todos iríamos alegres e saltitantes ver os emails com powerpoints de mulheres nuas em poses extravagantes). O que era para ser um espetáculo, virou uma vergonha. A bateria foi uma porcaria (percebeu que essa frase rimou?). Foi tão sem graça quanto assistir a Praça é Nossa. Com a diferença que na Praça é Nossa volta e meia passa uma popozuda para animar. Foi um tal de mata barata e manobras sem açúcar, que pilamordideus. O ponto alto foi uma atolada de borda do Dane que deu até dó. E olha que essa onda entrou na somatória dele. Se eu soubesse que enterrar a borda valesse nota, teria me empenhado mais na minha carreira de surfista profissional.
