Archive for the category “Campeonato de surfe”

O Eddie Aikau ganhou um companheiro (ou será um concorrente?).

979

É oficial. A fábrica dos melhores eventos e campeonatos de esportes de ação do mundo, chamada Red Bull, resolveu dropar com tudo no big surfing e criou o Red Bull Jaws Paddle. Conhecendo bem o que a marca de energéticos tem feito por aí, não temos dúvida que o campeonato sera de altíssimo nível. Resta saber, se as ondas vão cooperar com a brincadeira. Sejamos sinceros, não é todo dia que Jaws quebra com 30 a 50 pés e com uma brisa propícia ao surfe de remadas. Entre os convidados, alguns nomes eram tão certos quanto 2+2 são 4. Shane, Ian, Long, Twiggy, Healy, Danilo, Burle, Fletcher e Kohl. Outros são, de certa forma, surpreendentes, como Slater, JOB, JJ Florence e Bruce. Não que esses cabras aí não tenham motivos para estar lá. Acontece que nenhum deles é um habitué (chique essa palavra, né não?) do pico. Ainda mais nessa nova fase da remada. Bom, mas isso é problema deles que terão que se virar com as morras. Para nós, o que realmente interessa é que agora temos mais um motivo para torcer para as bombas lamberem o arquipélago havaiano. Segundo o Instituto de Pesquisa Marinha Cérebro de Ostriano (IPMCO), Jaws e Waimea quebram com swells e ventos distintos. O que dobra nossa chance de ver os surfistas e suas pranchas maravilhosas em ação. E, caso as duas organizações resolvam fazer o campeonato no mesmo dia, teremos que tomar a decisão que muitos dos surfistas convidados para os 2 eventos terão que tomar: Jaws ou Waimea? Eis a questão.

Burle no Peru.

Mais uma vez o surfe vem para salvar a lavoura. Enquanto ainda estamos curtindo uma leve rebordosa devido a escassez de medalhas douradas na Olimpíada Londrina, um surfista resolveu chamar a response e trazer o caneco para casa. E que responsa. O big rider Carlos Burle foi até o Peru (prometemos não fazer trocadilhos em respeito à grande vitória nacional), pegou as maiores, colocou no bolso uma porção dos melhores bigriders do mundo e foi parar no topo do pódio. Lendo isso pode até parecer simples. Mas temos certeza que para o Burle não foi bem assim. O que vale deixarmos bem claro aqui é que independente dessa conquista, o Burle é um dos maiores nomes do bigsurf mundial. E o maior do Brasil. Quê foi, duvida? Então fala outro bigrider que está no topo do esporte há uns 15 anos e que, de quebra, ainda dá um gás para criar uma nova geração de bigriders brazucas. Ou você acha que a Maya estaria onde está se não fosse o empurrãozinho (ou melhor, puxadinha de jet) do padrinho? Ao Carlos Burle, os nossos humildes parabéns. Que ele continue conquistando feitos tão grandes quanto as ondas que surfa.

O US OPEN em 17 linhas.

Estamos de volta com o blog mais “enterra a borda” do surfe universal. Se você estava se perguntando “Ué, onde estão os cerebrais?”, saiba que não é fácil gerenciar a vida de surfe, mulheres e internet. Na nossa volta, vamos bater palminhas para o Julian Wilson que ganhou o US Open e um checaço de 100 mil doletas. Verdade seja dita, nós aqui não somos muito chegados nesse campeonato, não. Eita onda fraquinha e sem graça. E ainda tem gringo que tem a pachorra de falar mal das ondas brasileiras. Huntington tem que nascer mais umas 5 vezes para ter ondas como as da Barra, por exemplo. E com o tamanho que estava, o campeonato quase virou um “Air Reverse Contest” de tanto que a turma lá mandou essa manobra. Que os brasileiros iriam bem nesse campeonato não era nenhuma surpresa. Qualquer ser humano com cabeça, corpo e membros sabia que os heróis verde e amarelos tinham grandes chances. E não deu outra. Surpresa mesmo foi o Filipe Toledo entre os destaques. Belíssima participação do garoto que ao lado do Mineiro, Medina e Pupo, foi escovando gringo atrás de gringo até serem parados por si mesmos. No meio do caminho, ainda deu para o Pupo dar uma atropelada no Slater antes de ser parado na final pelo Julian Wilson. No final das contas, não ficamos com o título. Mas tudo bem, pelo menos você pode comemorar a volta do Cérebro de Ostra.

JBay não é mais a mesma.

Calma, não nos entenda mal. A onda de Jeffrey’s continua perfeitamente perfeita. Mas é que um campeonato ali, sem todos os tops, não é a mesma coisa. Ainda mais com as ondas que estão rolando por lá. É impossível assistir as baterias sem pensar no Taj, Parko, Mick, Kelly e muitos outros que sabem rasgar as direitas geladas como poucos. Para salvar a lavoura, ainda tem Jordy,  Mineiro, JotaJota e CJ. Mas depois que nos acostumamos com todos eles juntos, fica difícil aceitar outra coisa. E não queremos desmerecer ninguém, não. Tem muita gente boa no WQS. Tem muita gente fazendo bonito ali. Com destaque para Nathan Hedge. Lembra dele? O australiano que derrotou o Andy na Vila e deu o sétimo título para o Slater, lembrou? Depois de um certo sumiço, o cara voltou igual. Tirando a nova careca reluzente, é claro. Parece que ele está surfando como na época que frequentava a rodinha do WCT. Nas duas baterias que participou fez as duas maiores médias do evento. Tá bom para você? Se a careca do Nathan tiver os mesmos poderes da do Slater, é bom os adversários ficarem bem espertos. No trocadilho mais infâme do ano: o bicho pode pegar para eles lá na África.

Hora de engatar uma 3ª no WT.

Hoje vamos direto ao ponto. Sem muitos rodeios para você poder passar mais tempo vendo fotos das amigas gostosas no Facebook. É o seguinte, está na hora dos brasileiros engatarem uma 3ª marcha no tour. O ano começou com a previsão de atropelamento por parte do time tupiniquim. Tínhamos até a perspectiva de um campeão mundial, finalmente. Sem falar em tops 5, 10 e 16. Hoje, a realidade está um pouquinho diferente da que deve ser. De concreto mesmo, só as boas atuações e resultados do Mineirinho. Sim, sabemos que ainda é cedo, que tem muita etapa pela frente e blábláblá e blábláblá. Mas não adianta sonhar grande e ficar dormindo até a 6ª etapa, né não? O Heitor e o Miguel até que estão no caminho certo. Só poderiam ter aproveitado a etapa brasileira para fazer uma quartas ou semis e pegar confiança para o desafio Fiji/Tahiti que vem pela frente. Já o resto da turma precisa correr um pouco mais atrás para tirar a diferença. O Alejo parece que começou seu sprint até o pelotão da frente no Rio. Mas ele precisa manter o pé embaixo na perna do Pacífico se quiser brincar com os grandes lá na frente. O Raoni está fazendo o que pode e agora tem duas ondas pesadas para mostrar seu surfe. Já o Jádson e o Medina precisam dar uma nova largada. O ano deles começou com o pé esquerdo fora da rabeta. Foram 3 péssimos resultados no WT para o grande talento dos 2. O Medina ainda ameaçou crescer depois da vitória em Trestles mas foi alarme falso. Sendo assim, daqui em diante é quartas de final para frente. E não se fala mais nisso, ok? Então pode voltar para seu Facebook e para suas amigas gostosas. Faremos o mesmo.

 

Chupa, Taj.

Em primeiro lugar, gostaríamos de mandar um sonoro “chupa, Taj”. Em segundo e terceiro lugares, também. Não nos entenda mal. Somos fãs do Taj, do surfe do Taj e das baladas que o Taj fez ao longo dos anos. Mas é que aquele resultado lá na Gold Coast estava muito entalado. Parecia que tínhamos um pernil atravessado na glote. Sim, a culpa não foi dele. Quem decide são os juízes e tal. Sabemos de todo esse blábláblá. Mas na hora da raiva é o vencedor da bateria que fica com a glória. Por isso o Taj vai ter que aguentar nossa revanche e pronto. Virada a página. Que senhor dia de competição tivemos hoje no Rio. Depois de uma segunda-feira magrinha, a terça foi bem mais rechonchuda de ondas boas e de surfe. Mineiro e Alejo ainda estão firme e fortes na disputa. E, o melhor de tudo, é que estão em lados diferentes da chave. Quem sabe não pinta aí uma finalíssima tupiniquim. Hein? Hein? Não custa nada sonhar, né não? Mick e Joel também continuam na disputa e, dependendo do resultado aqui, podem se colocar como reais pretendentes ao título mundial. Uma bela motivação para os rapazotes australianos. Entre a turma das quartas ainda tem Tiago Pires (acredite se quiser), Josh Kerr (que tá surfando com muita consistência), John John e Julian. Esses dois que se enfrentam logo de cara e que tem tudo para fazer uma das melhores baterias do evento. Só não diremos que é a melhor, porque Mineiro X Alejo na final vai ganhar esse título. Não custa sonhar. Não custa sonhar…

O único lado bom do 2º round no Rio.

Não foi o recomeço que a gente esperava. As ondas não estavam lá essas coisas. Surfistas, idem. E, para completar, o Medina, esperança nacional, perdeu. Poderia ser um dia para esquecer, não fosse por um ponto positivo: quem ganhou do Gabriel foi outro brasileiro que promete: Peterson Crisanto. Teve também a vitória do Heitor, é verdade. Mas, como fiel seguidor do surfe dele, o CDO já sabia que isso iria acontecer. Portanto, sem novidades. Para completar o dia nublado (no sentido literal e figurado) para os brasileiros, Jádson, William, Tomas e Raoni também deram tchauzinho para a etapa. Uma senhora degola, né não? De 7 soldados no 2º round, restaram apenas 2. O pior é que, no mínimo, mais um brazuca vai dar bye-bye para o WT Rio. Alejo e Heitor se enfrentam no 3º round. Ou seja, uma baixa já está garantida. Só nos resta torcer para que as ondas melhorem um pouco. Assim a vantagem de surfar em casa pode aparecer e ajudar nossa tropa. Do jeito que o mar está, o fator “sorte de achar uma vala decente” está fazendo tanta diferença quanto o fator “surfe no pé”. Os números comprovam isso. Teve gente passando bateria com notas 6.0, 8.7, 9.33 e outras do gênero. Detalhe: isso aí já é o somatório das duas ondas. Entendeu o drama? Mas tudo bem. Amanhã é outro dia e os ventos soprarão a nosso favor. Assim esperamos.

Medina, o surfista sem piedade.

Está decidido. Gabriel Medina, brasileiro, solteiro e natural de Maresias, é o surfista mais sem coração da história do circuito mundial. O que ele fez com os adversários em no campeonato em Trestles fui uma verdadeira humilhação. Não se faz aquilo nem com os inimigos. Muito menos com os coleguinhas do happy-tour. Muita sacanagem por parte dele. O moleque triturou, mascou e defecou na cabeça de todos que ousaram entrar em seu caminho. A superioridade durante toda a competição foi tamanha, que a sensação era que os outros surfistas queriam que aquilo acabasse logo. Eles não tinham surfe para estar ali. Medina fazia-os sentir diminuído demais. Sem dó. Nem piedade. Os descartes do molecão eram mais altos que as melhores notas dos adversários. Por um momento a mídia e os organizadores até tentaram exaltar os feitos do Dane Reynolds e do John John (que tá surfando muito). Mas foi em vão. Gabriel era muito, mas muito, superior que os dois. A final com Glen Hall nem precisaria ter acontecido. Depois do que o Medina fez com o Ace Buchan (top 10 do WT), nas semis, todo mundo já sabia quem era o campeão daquela bagaça. Por falar em Glen Hall, a única coisa mais divertida que ver o Medina surfando era ouvir a entrevista desse cara. Que voz era aquela? Parecia que o cara tinha engolido um cilindro de gás hélio na maternidade. Voltando para o brasileiro, depois de um começo de ano meio estranho, esse era exatamente o resultado que ele precisava uma semana antes do WT em terras tupiniquíssimas. Aliás, melhor que o resultado foi a performance arrasadora. Isso sim deve servir como um turbo-nitro-power no psicológico do garoto para ele detonar no Rio e engatar uma segunda no WT 2012. É só a cia. aérea não quebrar aquela prancha mágica dele que está tudo certo. E que venha o WT Rio. Uma ótima oportunidade para os tops que não apanharam do Medina lá em Trestles, levarem uma sova por aqui. Come on, gringos!

Post Navigation

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 25 other followers