Archive for the category “Filosurfando”

O Eddie Aikau ganhou um companheiro (ou será um concorrente?).

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É oficial. A fábrica dos melhores eventos e campeonatos de esportes de ação do mundo, chamada Red Bull, resolveu dropar com tudo no big surfing e criou o Red Bull Jaws Paddle. Conhecendo bem o que a marca de energéticos tem feito por aí, não temos dúvida que o campeonato sera de altíssimo nível. Resta saber, se as ondas vão cooperar com a brincadeira. Sejamos sinceros, não é todo dia que Jaws quebra com 30 a 50 pés e com uma brisa propícia ao surfe de remadas. Entre os convidados, alguns nomes eram tão certos quanto 2+2 são 4. Shane, Ian, Long, Twiggy, Healy, Danilo, Burle, Fletcher e Kohl. Outros são, de certa forma, surpreendentes, como Slater, JOB, JJ Florence e Bruce. Não que esses cabras aí não tenham motivos para estar lá. Acontece que nenhum deles é um habitué (chique essa palavra, né não?) do pico. Ainda mais nessa nova fase da remada. Bom, mas isso é problema deles que terão que se virar com as morras. Para nós, o que realmente interessa é que agora temos mais um motivo para torcer para as bombas lamberem o arquipélago havaiano. Segundo o Instituto de Pesquisa Marinha Cérebro de Ostriano (IPMCO), Jaws e Waimea quebram com swells e ventos distintos. O que dobra nossa chance de ver os surfistas e suas pranchas maravilhosas em ação. E, caso as duas organizações resolvam fazer o campeonato no mesmo dia, teremos que tomar a decisão que muitos dos surfistas convidados para os 2 eventos terão que tomar: Jaws ou Waimea? Eis a questão.

Adiós, Nike!

Hahahaha! Essa Nike é mesmo uma fanfarrona, né não? Achou que ia chegar no surfe com um caminhão de dinheiro, que iria conquistar o coraçãozinho de milhões e milhões de surfistas e que deixaria a conta bancária com milhões e milhões de dólares a mais. Santa ingenuidade, Batman. Depois de uns 2 anos de investimento no esporte, a gigante resolveu encerrar sua pífia participacão. Será que ninguém avisou que no surfe a coisa é um pouco diferente? Será que ninguém avisou que as cifras aqui são bem diferentes das do futebol, do basquete e do tênis? Será que ninguém avisou o surfista não anda com o bolso cheio de dólares, como os golfistas? Faltou algum diretor da Nike sentar na praia e conversar com um espécime local para saber como funcionam as coisas: “Então leski, tá ligado que o lance aqui é mó vibe, saca?” Mas agora é tarde para chorar sobre o dinheiro derramado. Para os surfistas patrocinados pela marca e que desfilavam seus swooshes mundo afora, restou a Hurley. Um ótimo patrocínio, claro. Um patrocínio que nenhum dos atolados auiq do CDO jamais conseguiria. Mas que não é assim uma…Nike.

O surfe está perdido?

Quem viu a manobra feita pelo Dane Reynolds em Haleiwa deve ter se assutado. Mas quem viu a nota dada pelos juízes para essa manobra deve ter se assustado ainda mais. Não vamos entrar em detalhes sobre a manobra pois palavras não descrevem o que foi aquilo. Ainda mais as palavras dos semi-analfabetos aqui do CDO. Portanto, se você ainda não viu a façanha do californiano, veja aqui antes de continuar a ler essa baboseira toda.

Viu? Podemos continuar? Então vamos lá: talzes essa tenha sido uma das manobras mais inovadoras e bem mandadas em todos os tempos. Se não for a mais, pelo menos top 5 ela é. E, antes que você atire pedras, saiba que o Shane Dorian também achou isso. Não fomos só nós. Ah! O Rob Machado também achou a mesma coisa. Já os juízes…bem…eles acharam que foi um 7. Não, vai, um 7,33. “Vamos dar 0,33 de lambuja, já que o Dane Reynolds teve que acordar cedo pra vir aqui competir” – pensaram os bondosos juízes. O fato é que, mais uma vez, o surfe competitivo perdeu. Para aqueles que choraram e abriram o berreiro na injusta derrota do Medina para o Julian, saibam que essa nota aí é mil vezes mais injusta. Mas como o Dane não é brasileiro, talvez não haja tanto alvoroço no Facebook e no Twitter. Calma, cumpadre, não estamos aqui levantando bandeira de ninguém. Nossa única preocupação é com o surfe, seja ele brasileiro, americano ou botsuano. Até porque, se os juízes dão 7,33 para a manobra do Dane, que nota eles dariam para o backflip do Medina?

Que venha o Havaí.

Se você acha que vamos falar aqui sobre tudo o que rolou na etapa de Santa Cruz, pode ir tirando o cavalo marinho da chuva. Não vamos ficar aqui falando de mais uma nota duvidosa (Slater x Dusty). Essas histórias já estão cansando um pouco, né não? Por isso, vamos direto ao que interessa. Quem sabe amanha ou depois perdemos o nosso, e o seu, precioso tempo com as polêmicas. O que realmente vale de tudo que rolou na Califa, é que o mundial será decidido em Pipeline, onde ele merece ser decidido. O Mineirinho até tentou colocar água salgada no chopp do Slater, mas o azarão Travis Logie (semifinal, quem diria?) foi lá e deu uma rasteira no Parko. Bom para o Travis. Bom para o Kelly. E bom para nosotros, que teremos muita emocão pela frente no campeonato em águas havaianas. Pode colocar a cerveja no gelo que vem diversão por aí. Tanto Slater quanto Joel conhecem e surfam muito bem em Pipe/Backdoor. E, para apimentar a coisa, a etapa ainda conta com um batalhão de havaianos que dominam os tubos de lá (melhor colocar mais um pack de cerveja no gelo). De um lado temos o carecón, que está acostumado a papar títulos em situação de pressão. Do outro, o Parkinson que está faminto para ganhar seu caneco e está percebendo que a chegada da nova geração vai tornar isso cada vez mais difícil. Enquanto Kelly vai surfar solto (convenhamos que mais um título na carreira não vai mudar muita coisa), o Parko vai surfar focado. Quer saber quem vai ganhar? Pois fique querendo. Se prevêssemos o futuro, estaríamos jogando na loteria e não fazendo um blog bem do meia boca.

Um campeão que não ganha.

Faltando duas etapas, o Parko tem, mais uma vez, a chance de levantar seu primeiro caneco mundial. Dependendo da combinação de resultados em Santa Cruz, o australiano pode até garantir o título sem ter que levar a decisão para Pipe. É uma combinação difícil, é verdade. Mas depois que o Shane Dorian e o Greg Long saíram daqueles tubos em Jaws, a gente acredita em qualquer coisa. Voltando ao Parko e sua busca pelo trono do surfe, um detalhe chamou a nossa atenção. De todos os reais candidatos ao topo, ele é o único que ainda não ganhou nenhuma etapa. Aí vem a pergunta que não quer calar: merece o título quem não foi capaz de ser melhor que todos os outros em nenhuma das etapas? Diz o ranking e as regras da ASP, que sim. Manter a constância e ser  suficientemente bom em todas as condições é o mais importante. E, de certa forma, isso está certo. O problema dessa frase está no “suficientemente”. Será que suficientemente bom é o suficiente para nós? Até agora Joel não teve nenhuma etapa em que ele realmente dominou o pico e foi indiscutivelmente o melhor durante todo o evento, como foi o Slater em Fiji ou o Mick em Bells. Não queremos colocar pressão em ninguém. Mas Mr. Joel Parkinson tem mais duas etapas para vencer e mostrar que realmente é o melhor e merece seu título mundial. Caso contrário, poderemos ter um campeão que não ganha.

Força, Calunga.

Isso aqui não é uma notícia. A essa hora você já sabe o que rolou com o Calunga lá em Puerto. Vai entender. O cara enfrenta morras a vida inteira e sofre um acidente justo numa onda que, para ele, era um verdadeiro “mamão com açúcar”. Agora é torcer para que ele esteja em boas mãos no hospital mexicano e que a resistência que ele criou para enfrentar as bombas aquáticas ajude-o a enfrentar essa crise. A equipe do CDO está na torcida. Se depender de nós, essa cena aí em cima ainda vai se repetir muitas vezes. Bora Calunga, rema e sai logo dessa.

Deu zebra. Ou melhor, deu rato albino.

Se a uma semana atrás alguém dissesse que o Mick Fanning venceria em Teahupoo, a probabilidade de tirarem sarro dessa pessoa era de 98,17%, segundo o Datafolha. Pois, contra tudo e contra todos, o rato albino foi lá e venceu a coisa. Mas antes de falarmos da vitória, pedimos a todos que se levantem e deem uma volumosa salva de palmas para Teahupoo. CLAP, CLAP, CLAP,… Quem dera todos os lugares ficassem flat por 1 semana e depois voltassem com a qualidade que Chopes, para os íntimos, voltou. Voltando ao campeonato, tudo indicava que Jeremy, Owen ou algum Hobgood estaria na final. Mas nenhum deles contava com a astúcia dos meninos australianos, Joel e Mick. E nem com algumas notas que eles ganharam dos juízes que, segundo o comitê de notáveis do CDO, foram um pouco exageradas. (E  pelo o que o Jeremy Flores reclamou na rede mundial de computadores, vulga www, ele também achou). Joel e Mick foram comendo pelas beiradas (assim como o Ricardo dos Santos) e, quando os adversários perceberam que os dois estavam em ritmo de ir para a final, eles já estavam lá. Não deram bola para as várias médias 18 que o Owen tirou, nem para o grabrail afiado do Jeremy, muito menos para o domínio tubular dos Hob brothers. Na final, mais uma vez as notas geraram uma certa desconfiança. E olha que nem tinha brasileiro lá para a gente levantar a bandeira e começar a reclamar. Mas que as notas do Mick foram, digamos assim, vitaminadas, foram. Se o 9,5 dele foi mesmo um 9,5, o 9,5 do Joel foi um 10. Como é tarde demais para falar sobre isso, não nos prolongaremos no assunto. Guardaremos nossos xingamentos para quando isso rolar com algum brasileiro. Afinal, defender australiano é o car≈†«…..

Um dos melhores de todos os tempos.

Inspirados pelo mestre Silvio Santos, que resolveu fazer um programa para eleger o “melhor brasileiro de todos os tempos”, nós do CDO também resolvemos fazer nossa homenagem a um cara que daqui a alguns anos, certamente será considerado um dos “melhores surfistas de todos os tempos”. Ele é o único, o inigualável, o inenarrável: Shane Dorian. Poucos seres humanos providos um cérebro de duas pernas são capazes de fazer o que esse cara faz em cima de uma prancha. E poucos, pouquíssimos, também podem colocar no currículo que dominam ondas de 1 a 74 pés. E o Shane é um deles, definitivamente. Para se ter uma ideia de com ele é bom nas ondas, ninguém da comunidade surfística parou de falar com ele depois de ter assistido sua performance “a la Cigano Igor” no filme In God’s Hands. (O quê, você não viu isso? Então não veja porque não está perdendo nada). Por isso, enquanto você fica aí mamando uma cerveja gelada e esperando que alguma marola apareça lá no campeonato em Chopes, assista essa humilde homenagem que fizeram para o casca grossa havaiano. Garantimos que é bem melhor que as do Cigano Igor.

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