Tudo que você não quer saber sobre Fiji.
Vamos tirar logo da frente o assunto Slater. Ele surfou mais que todos praticamente o evento inteiro. Do round 3 em diante, em todas as baterias ele fez mais de 18 pontos. Todas. Sorte? Estratégia? Não. Foi o resultado de quem dedica horas ao surfe e a onda em questão. As pauladas dele de backside foram a maior prova disso. Nenhum outro top chegou nem perto de manobrar naquele nível. O único que podia fazer algo parecido, chamava-se Andy Irons, que deve ter aplaudido a performance do ex-inimigo de pé. Mas chega de Slater. Falemos de Medina. Queridos e queridas, se vocês tinham alguma dúvida, saibam que o Medina sabe, sim, entubar. E muito. O garotôn deixou mais claro que as águas fijianas que sabe se entocar e andar lá dentro. Ainda precisa evoluir? Claro que sim, qualquer pessoa de 18 anos ainda tem muito o que crescer. Mas que ele já mostrou que tem talento para a coisa, mostrou. Por o Medina ser da mesma geração do John John, é extremamente importante dominar a arte dos barrels, para não virar saco de pancadas do havaiano nos eventos tubulares do tour. Mas chega de falar dos finalistas. Como fãs do surfe, não podemos deixar de falar dos gêmeos que deram show em Fiji. CJ e Damien já são praticamente cartas fora do barulho “título mundial”. Até do Top 10. E isso não é de hoje, não. A chegada da nova geração e do novo estilo de surfe do tour não casou com a proposta deles. Pelo menos até essa última etapa. Mesmo sem chegar à final, os dois mostraram um surfe fabuloso em qualquer condição de mar, mostrando para os babys do tour, que eles ainda tem muito o que evoluir em ondas de verdade. Para finalizar, palmas também para o Mineiro. Ele mais uma vez mostrou que não está de brincadeira. A evolução no surfe do rapaz é evidente. Em todos os tipos de onda. Falta ganhar uma etapa para botar pressão na gringaiada. Pena que a próxima é Teahupoo e, ao que parece, um tal de Kelly Slater deve estar lá.




