Archive for the tag “Dane Reynolds”

O surfe está perdido?

Quem viu a manobra feita pelo Dane Reynolds em Haleiwa deve ter se assutado. Mas quem viu a nota dada pelos juízes para essa manobra deve ter se assustado ainda mais. Não vamos entrar em detalhes sobre a manobra pois palavras não descrevem o que foi aquilo. Ainda mais as palavras dos semi-analfabetos aqui do CDO. Portanto, se você ainda não viu a façanha do californiano, veja aqui antes de continuar a ler essa baboseira toda.

Viu? Podemos continuar? Então vamos lá: talzes essa tenha sido uma das manobras mais inovadoras e bem mandadas em todos os tempos. Se não for a mais, pelo menos top 5 ela é. E, antes que você atire pedras, saiba que o Shane Dorian também achou isso. Não fomos só nós. Ah! O Rob Machado também achou a mesma coisa. Já os juízes…bem…eles acharam que foi um 7. Não, vai, um 7,33. “Vamos dar 0,33 de lambuja, já que o Dane Reynolds teve que acordar cedo pra vir aqui competir” – pensaram os bondosos juízes. O fato é que, mais uma vez, o surfe competitivo perdeu. Para aqueles que choraram e abriram o berreiro na injusta derrota do Medina para o Julian, saibam que essa nota aí é mil vezes mais injusta. Mas como o Dane não é brasileiro, talvez não haja tanto alvoroço no Facebook e no Twitter. Calma, cumpadre, não estamos aqui levantando bandeira de ninguém. Nossa única preocupação é com o surfe, seja ele brasileiro, americano ou botsuano. Até porque, se os juízes dão 7,33 para a manobra do Dane, que nota eles dariam para o backflip do Medina?

Que passa com Jordy?

Alguém aí reparou, entre uma session de surfe e outra, que o Jordy Smith está meio jogado para escanteio no mundo surfístico? Do nada, o cara que era considerado o próximo Slater (como muitos outros já foram considerados isso), o cara que era considerado o próximo campeão mundial e o cara que era considerado o único que podia fazer frente ao surfe do Dane Reynolds, virou apenas mais um. Vai entender. O surfe dele continua o mesmo. Seu ranking também não é de se jogar fora, hoje ele é o 8º do mundo. Mas, mesmo assim, pouco ouvimos e vemos dele esse ano. Com a precocidade e a ferocidade da nova geração de Medinas, Kolohes, Julians e Johns, ou você vai para ou tudo ou nada, ou fica mesmo sem espaço nos sitezinhos especializados. Porém, PO-RÉM, como este não é um sitezinho qualquer, vamos falar do Jordy. E quem não gostar que vá para las tosqueras que estão por aí. Como já era esperado, nas duas primeiras etapas do ano, com direitas a torto e à direita (gostou dessa?), o sulafricano foi bem e mostrou o surfe de quem foi criado bebendo o suco de Jeffreys no café da manhã. Na outras duas etapas, como também já era de se esperar, ele não foi tão bem assim. Mas também não foi tão mal a ponto de ser esquecido por todos. Surfe o Jordy ainda tem muito. Juventude, também. Ele pode não ter mais o arqui-rival Dane para fazer companhia. Mas tem um montão de moleque novo no outside para ele atropelar com seus aéreos superman. Para ganhar espaço nos tais sitezinhos e tal, cabe ao Jordy escolher um e partir para cima com tudo na próxima etapa. Só é bom ele não escolher o errado. Ou vai acabar sumindo até dentro d’água.

Medina, o surfista sem piedade.

Está decidido. Gabriel Medina, brasileiro, solteiro e natural de Maresias, é o surfista mais sem coração da história do circuito mundial. O que ele fez com os adversários em no campeonato em Trestles fui uma verdadeira humilhação. Não se faz aquilo nem com os inimigos. Muito menos com os coleguinhas do happy-tour. Muita sacanagem por parte dele. O moleque triturou, mascou e defecou na cabeça de todos que ousaram entrar em seu caminho. A superioridade durante toda a competição foi tamanha, que a sensação era que os outros surfistas queriam que aquilo acabasse logo. Eles não tinham surfe para estar ali. Medina fazia-os sentir diminuído demais. Sem dó. Nem piedade. Os descartes do molecão eram mais altos que as melhores notas dos adversários. Por um momento a mídia e os organizadores até tentaram exaltar os feitos do Dane Reynolds e do John John (que tá surfando muito). Mas foi em vão. Gabriel era muito, mas muito, superior que os dois. A final com Glen Hall nem precisaria ter acontecido. Depois do que o Medina fez com o Ace Buchan (top 10 do WT), nas semis, todo mundo já sabia quem era o campeão daquela bagaça. Por falar em Glen Hall, a única coisa mais divertida que ver o Medina surfando era ouvir a entrevista desse cara. Que voz era aquela? Parecia que o cara tinha engolido um cilindro de gás hélio na maternidade. Voltando para o brasileiro, depois de um começo de ano meio estranho, esse era exatamente o resultado que ele precisava uma semana antes do WT em terras tupiniquíssimas. Aliás, melhor que o resultado foi a performance arrasadora. Isso sim deve servir como um turbo-nitro-power no psicológico do garoto para ele detonar no Rio e engatar uma segunda no WT 2012. É só a cia. aérea não quebrar aquela prancha mágica dele que está tudo certo. E que venha o WT Rio. Uma ótima oportunidade para os tops que não apanharam do Medina lá em Trestles, levarem uma sova por aqui. Come on, gringos!

O Dane Reynolds fugiu!

O mundo inteiro está chorando a ausência do Dane Reynolds em Teahupoo. Mas eu não estou. Aliás, usando o português barroco parnasiano, eu diria que estou defecando montes para o Dane não estar lá. Todo ano, quando chega essa etapa, minha única preocupação de presença é com as ondas. Se elas aparecerem, grandes, quadradas e com efeito “dor de barriga nos tops”, eu estou feliz. Isso porque as ondas em Chopes fazem os profissionais baixarem a bola, puxarem o bico e verem que não são lá tudo isso (tirando uns e outros que mostram serviço, claro). Teahupoo grande é uma lição de humildade como poucas que eu já vi. Mas, independente disso, até me pergunto o por quê do Dane dizer não para essa etapa. O Kelly dizer não a JBay flat para surfar Fiji gigante, eu entendo. O Freddy Patacchia dizer não para qualquer etapa porque está machucado, eu entendo. O Dane dizer não e não dar nenhuma satisfação, eu não entendo. Como assim o cara não quer surfar Teahupoo bom (a previsão é bem otimista) com mais um neguinho na água? Não vou  me prolongar muito no assunto para não ficar irritado. O Dane não merece isso. Vejamos pelo lado bom. Quem vai entrar no lugar dele é o Cory Lopez, que bota para baixo na esquerda de um jeito que o Dane nunca vai botar na vida. Ainda mais se ficar fugindo de lá, como fez agora.

A pior bateria da história: Dane x Kolohe.

O mundo inteiro tinha uma expectativa enorme nessa bateria. E, quando falo o mundo inteiro, refiro-me a mim e aos 3 amigos que assistiam o campeonato comigo. Dane Reynolds versus Kolohe Andino prometia ser “A” bateria. Assim mesmo, em maiúscula e entre aspas, por mais ridículo que isso seja. De um lado temos o cara que não está nem aí para campeonatos e ainda assim é considerado por muitos (eu e meus 3 amigos) o melhor surfista da atualidade. Do outro, temos a maquininha loira de competição, Kolohe Andino. São dois californianos e dois adeptos do surfe moderno. Mas são também dois opostos do esporte. Por isso a curiosidade mundial em assistir ao duelo. Para apimentar mais a super bateria, o cenário era perfeito para o estilo dos meninos. Um beachbreak californiano feito especialmente para o surfe pop-pós-moderno. Tudo perfeito até aí, né? Pois prepare-se. (Bem que o post poderia terminar por aqui e todos iríamos alegres e saltitantes ver os emails com powerpoints de mulheres nuas em poses extravagantes). O que era para ser um espetáculo, virou uma vergonha. A bateria foi uma porcaria (percebeu que essa frase rimou?). Foi tão sem graça quanto assistir a Praça é Nossa. Com a diferença que na Praça é Nossa volta e meia passa uma popozuda para animar. Foi um tal de mata barata e manobras sem açúcar, que pilamordideus. O ponto alto foi uma atolada de borda do Dane que deu até dó. E olha que essa onda entrou na somatória dele. Se eu soubesse que enterrar a borda valesse nota, teria me empenhado mais na minha carreira de surfista profissional.

Pensamentos sobre o US Open.

São 10 e meia da noite do domingão. Neste exato momento, completo 5 horas tentando decidir o assunto da segundona. O pior é que não é por falta de baboseiras para falar. É por excesso mesmo. Esse US Open de surfe foi o sonho de todo metido a escrever sobre surfe (vulgo Cérebro de Ostra). As ondas não estavam tudo isso. Mas já era de se esperar tal qualidade de Huntington, certo? Mas quem liga para ondas boas quando o WT tem uma etapa em New York (em inglês, para tentar deixar o campeonato melhorzinho), certo? A verdade é que o US Open (me recuso a dar o nome do patrocinador porque não ganho nada para isso) teve baterias e resultados emocionantes em todas as categorias. Daria para escrever um livro sobre tudo o que aconteceu ali. Só que acho que ninguém teria saco de ler uma obra literária como essa. Acho até que eu não teria saquito de escrever. Mas que daria, daria. Voltando à minha nobre batalha para decidir o assunto deste mero post, me vi cercado por diversos assuntos dignos de comentários. A vitória do jovem Filipe sobre os medalhões da nova geração. A vitória do velho Slater sobre a molecada. As duas finais da também jovem, Lakey Peterson. A decepcionante participação dos brasileiros. A antagônica bateria de Dane x Kolohe. A polêmica bateria de Taj x Slater. Deu para sacar o tilt que tudo issso casou no micro HD deste micro blog? Mas calma, não precisa se preocupar. Muito menos chamar os bombeiros para me salvar. Estou bem. Respiro com a ajuda de latas de cerveja gelada (também não vou dizer a marca por falta de pagamento do patrocinador) mas é só por precaução. No final, minha decisão foi óbvia: não falar de nenhum deles. Ei já não tenho lá muitos neurônios, não posso me dar ao luxo de gastar com decisões que não levam a nada. Mas não desisti de falar sobre o campeonato. Por tanto, prepare-se. Os próximos dias prometem muita besteira na tela do seu computador. E não estou falando dos vídeos de sacanagem que você assiste escondido.

Mistério no surfe: quem matou Dane Reynolds?

O surfe tem um novo mistério. E que mistério. Sabe aquela eterna dúvida sobre o para ou não para do Slater? É fichinha perto dessa. Acho até que no mundo do surfe nenhum enigma chegou perto da importância deste. Tal comoção para se descobrir algo, só foi vista na busca do assassino da Odete Roitman. Me arrisco a dizer que até a Agatha Christie está com uma invejazinha póstuma deste segredo dos 7 mares. Ela sabe que isso é mais importante do que descobrir que o assassino foi o mordomo. A incógnita que estou falando é (rufar de tambores): o que será do futuro do Dane Reynolds (ponto de interrogação). Ele vai largar o Tour ou vai voltar e mostrar quem manda no pedaço? Minha intuição diz que ele volta. Talvez só no ano que vem, se aproveitando de um wildcard para os contundidos. Mas, se minha intuição funcionasse bem, eu não estaria aqui escrevendo essas humildes linhas. Estaria em Fiji, gastando os milhões ganhos nas muitas loterias que já me arrisquei. Como não temos informações seguras, e meu sexto sentido não é dos mais confiáveis, teremos que aguardar os próximos passos do Dane. E se o gurizão demorar muito para se decidir, a ponto de nossa ansiedade estar para explodir, a gente manda um mordomo dar uma pressionada nele.

Ultimate Beach Fighter 1 – DANE x JORDY

Bem amigos da Rede Cérebro de Ostra. Estamos aqui para acompanhar o duelo mais aguardado dos últimos tempos. No red corner, com 1,83m e 79kg, temos o americano: Dane “The Golden Boy” Reynolds. No blue corner, com 1,88m e 86 kg, a maior estrela do surfe sulafricano nos últimos 25 anos: Mr. Jordy “The Saffa” Smith. Toca o gongo e começa a disputa. Jordy se adianta e sai na frente com duas marretadas de front. Dane tenta mostrar serviço mas cai. Jordy continua no ataque e manda uma sequência básica mas eficiente– rasgadão, floaterzão e aéreozinho. Dane tenta atacar mas não é feliz. E vem mais Jordy por aí. O leão africano acelera e manda 3 manobras seguindo a cartilha, finalizando com um air double-grab. A torcida se levanta das cadeiras de praia. Os juízes olham para Dane para ver se ele ainda tem condições de pelejar. Tensão no ar. Será que é o fim do queridinho da mídia? Será que acabou para o favorito do crowd? Eis que Dane respira fundo e começa a soltar seu arsenal. Uma paulada mais bonita que a outra. Todas fora da cartilha. Todas. Os comentaristas vão a loucura. O crowd idem. Quando ninguém mais acreditava no california kid, ele tira o espírito Rocky Balboa da cartola e faz o impossível. Todos os juízes dão 10 no round. Jordy tenta uma reação mas é tarde demais. E conservadora demais. Na premiação, “The Saffa” falou as palavras que o público queria ouvir. Já Dane, não apareceu. Aproveitou que todos estavam olhando para o palanque e pegou umas ondas sem ninguém fotografando.

Winner: Dane Reynolds – por pontos e por não fazer o que os outros querem que ele faça.

Post Navigation

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 25 other followers