Que passa com Jordy?
Alguém aí reparou, entre uma session de surfe e outra, que o Jordy Smith está meio jogado para escanteio no mundo surfístico? Do nada, o cara que era considerado o próximo Slater (como muitos outros já foram considerados isso), o cara que era considerado o próximo campeão mundial e o cara que era considerado o único que podia fazer frente ao surfe do Dane Reynolds, virou apenas mais um. Vai entender. O surfe dele continua o mesmo. Seu ranking também não é de se jogar fora, hoje ele é o 8º do mundo. Mas, mesmo assim, pouco ouvimos e vemos dele esse ano. Com a precocidade e a ferocidade da nova geração de Medinas, Kolohes, Julians e Johns, ou você vai para ou tudo ou nada, ou fica mesmo sem espaço nos sitezinhos especializados. Porém, PO-RÉM, como este não é um sitezinho qualquer, vamos falar do Jordy. E quem não gostar que vá para las tosqueras que estão por aí. Como já era esperado, nas duas primeiras etapas do ano, com direitas a torto e à direita (gostou dessa?), o sulafricano foi bem e mostrou o surfe de quem foi criado bebendo o suco de Jeffreys no café da manhã. Na outras duas etapas, como também já era de se esperar, ele não foi tão bem assim. Mas também não foi tão mal a ponto de ser esquecido por todos. Surfe o Jordy ainda tem muito. Juventude, também. Ele pode não ter mais o arqui-rival Dane para fazer companhia. Mas tem um montão de moleque novo no outside para ele atropelar com seus aéreos superman. Para ganhar espaço nos tais sitezinhos e tal, cabe ao Jordy escolher um e partir para cima com tudo na próxima etapa. Só é bom ele não escolher o errado. Ou vai acabar sumindo até dentro d’água.




