Archive for the tag “kelly slater”

O rato branco está de volta.

Quem diria. Com tantos nomes novos no tour, a bola da vez é um velho conhecido da galera. Mick Fanning, o bi mundial que todo mundo achava que já estava sossegado com seus títulos, resolveu voltar a surfar que nem gente grande e assumiu a ponto da corrida. Apesar de surfar muito, mas muito mesmo, Mick nunca foi o surfista favorito na maioria das rodinhas. Joel, Kelly, Taj, Andy e outros sempre vieram na frente dele na lista de ídolos. Mas o branquelo australiano nunca deu bola pra essas coisas. Como um verdadeiro campeão, ele nem ligou para o que a torcida falava e partiu para cima de seu título mundial. Ganhou, surfou muito mas, ainda assim, não virou o ídolo de muita gente. Foi então que ele decidiu que precisava mostrar que aquilo não era sem querer. Mick então treinou, treinou e treinou. Parecia mais um Rocky Balboa do que um surfista profissional. Carregou toras, puxou carroças, fez rebocos, levantou paredes e depois quebrou-as com um peteleco. No final, Fanning conquistou mais um título. O bi. E ainda assim o pessoal não deu muita bola pra ele. Falavam mais do título que o Parko nunca ganhou do que dos 2 que Mick ganhou. Pelo visto, isso deve estar irritando o tal lado Eugene do Fanning. Aí meus caros amigos de internet e de outside, nós já sabemos como termina essa conversa. Mick vai treinar, vai surfar como se deve surfar uma bateria e vai correr sérios riscos de terminar o ano com um troféu de campeão mundial no colo. Tudo bem que ele nunca vai tirar um aéreo rodado para virar a bateria como o Kelly. Tudo bem que ele nunca vai tirar 3 aéreos rodados na mesma onda, como o Medina. Ou tão pouco vai fazer o tubo do ano em Pipe, como o JJ Florence. Mas quem liga? Quando esses 3 aí e os outros 28 tops se derem conta da blitz albina, pode ser tarde demais.

Homens ou meninos?

Internautas deste nosso Brasil, chegou a hora de separarmos os homens dos meninos. Neste domingo começa o momento mais esperado de todo o tour: a perna do Pacífico. Serão dois eventos seguidos com ondas de gente grande e com a chance de definir quem vai atrás de título e quem vai fazer número até o final do ano. Depois dessas duas etapas, o tour vai estar no meio da sua corrida. E do jeito que a coisa está disputada, quem não estiver no pelotão da frente, dificilmente vai conseguir chegar ao cume antes dos outros. No quesito emoção e adrenalina, Fiji e Teahupoo tem tudo para serem os eventos do ano. Isso, claro, se aquele detalhezinho aparecer: as ondas. No quesito mostrar serviço, todos aqueles que ainda não se deram bem esse ano tem a chance de virar o jogo em ondas de verdade, mostrando que a fase ruim já foi jogada para o canal. No quesito surfe, não precismos nem comentar muito, né? Com o swell mostrando as caras, esses dois picos colocam quase todas as outras etapas no bolso. A única que se salva aí é Pipeline. Mas, até lá, pode ser tarde demais para alguém querer recuperar o tempo perdido. O título pode já estar definido. A degola, também. Melhor não arriscar, né não? Sendo assim, nosso conselho é que os tops passem bastante parafina na prancha e acelerem tudo o que puderem para sair dos tubos (e fugir dos corais). Morrer nos cilindros dessas duas etapas pode ser o início de uma possível morte no tour.

Tá com medinho, Slater?

Senhoras e senhores, machos e fêmeas, tarados e taradas (pelo surfe), é com grande prazer que anunciamos que Kelly Slater, o 11 vezes campeão, arregou. E que arregada. El carecón anunciou que não vem para o campeonato no Rio. Ou seja, uma puxada de bico daquelas de envergonhar até estrela-do-mar. Depois de ver o que o Medina fez com os adversários em Trestles, o multicampeão deve ter pensado “Qué isso, meu rei, eu quero ficar longe desse moleque”. Ou algo parecido. Pensamentos slaterianos à parte, a verdade é que o cara viu que o bicho ia pegar e deu linha na pipa, como dizem os mais jovens e adeptos do cigarrinho do capeta. Como desculpa, Kelly usou um corte no pé. Pode até ser. Mas teve ano aí em Bells que ele ganhou o campeonato com pé quebrado. Não seriam uns pontinhos à toa que tirariam ele da competição. Portanto, colocando nosso cérebro ostraniano para funcionar, deduzimos que o motivo para tamanha arregada tem nome. E CEP e telefone, também. Ele se chama Gabriel Medina (só não daremos o CEP e o telefone aqui por razões de segurança). Quer saber, seu Slater, o senhor está mais do que certo. Está certíssimo. Achamos até que o senhor também deveria ter medo do Mineiro, Heitor, Pupo, entre outros brasileiros aí. Ouvimos dizer que eles vão pro “pegapracapar” no Rio. E aí, caro careca reluzente, é melhor mesmo o senhor ficar em outro continente, para não ser humilhado em águas marinhas tupiniquins. Pena o senhor perder a oportunidade de comer nosso açaí. Mas é melhor não comer açaí, que engolir uma dolorosa derrota em combinação.

O que mais chamou sua atenção no WT 2012?

Passada a perna australiana e a tensão do começo do ano, chegou a hora de analisarmos o tour. O povo quer saber: o que mais surpreendeu você nesse começo de WT 2012? O que mais deixou você pasmo, congelado, sem ar, boquiaberto e arrepiado na virilha, nessas duas primeiras etapas? Fizemos um levantamento detalhado dos principais fatos do tour até agora e deixamos com você a responsabilidade de decidir o mais marcante. Escolha com carinho. É por sua conta e risco. E avisamos desde já: qualquer problema, nem adianta colocar a culpa na gente. Nossos advogados já estão preparados para tudo. Dito isso, vamos ao que interessa. Qual é o fato mais surpreendente até o momento?

- O Medina ainda não ter vencido um campeonato.

- O Slater não ter se aposentado e, pior, estar na liderança do tour.

- O Jonh John ainda não ter chegado, se quer, nas quartas de final.

- O Taj ter ido muito bem num campeonato e muito mal no outro (naaaaa…, isso não é surpresa para ninguém, né não?).

- O Mineiro ter sido garfado na final de Snapper?

- O surfe de backside do Heitor não ter passado do 25º lugar em Bells?

- O Alejo não ter ido além da 2ª fase em nenhum campeonato. Repito: nenhum campeonato.

- O Kai Otton ter feito as quartas em Bells.

- Os juízes terem tomado decisões controversas (não, esse também não é surpresa nenhuma).

- O Slater ter dado um aéreo melhor que os do Medina, do Julian e do Kerr. Juntos.

- O Cérebro de Ostra ainda não ter feito nenhum post xingando os gringos (em especial o Parko, nosso alvo preferido) esse ano?

Venceram mas não convenceram.

 

O título deste post é um dos mais idiotas e lugares-comum que podíamos oferecer aos nossos leitores. Porém, ele é mais que na medida para o assunto que está circulando em todas as rodinhas do mundo surfístico. Portanto, pedimos desculpas mas vamos com ele mesmo. Até porque estávamos sem saco de pensar outro. Depois de duas etapas do WT, uma coisa ficou muito clara para a maioria. Nem o Taj, nem o Mick, venceram suas respectivas finais. Apesar de terem surfado muito bem, ambos perderam para Mineiro e Slater, também respectivamente. Pergunta: o quem se passa com os juízes da ASP? O mundo inteiro viu uma bateria e eles viram outra? Ou será que no momento do julgamento passou uma baitcha gostosa na areia e eles não viram as ondas que mudariam a história? Seja qual for a situação, ela é preocupante. Dois erros em dois campeonatos. 100% de não-aproveitamento. Se os juízes estão querendo dar uma força para os surfistas locais de cada etapa, eles são idiotas. Isso tira completamente a graça do jogo. Se eles estão querendo dar uma força para quem surfou melhor o evento inteiro, a coisa já faz mais sentido. Mas não é válida. Não adianta nada ir bem em todas as baterias e ter uma recaída justo na final. Não aguenta pressão, bebe leite. E não desse para o playground. Mick foi disparado o melhor surfista em Bells. Menos na final. Talvez os juízes tenham dado uma força só para compensar o esforço dele nas outras baterias. Em Snapper, Taj também surfou muito durante o evento. Mas não na final. Então os juízes deram um jeitinho de ajeitar as coisas. Talvez eles achassem que pelo que Taj e Mick fizeram durante a etapa valesse 1 pontinho a mais na final. Como um prêmio por desempenho. Um bônus. Será? Essa dúvida só será respondida nas próximos campeonatos. Será que os Magos das Notas continuarão fazendo justiça com as próprias canetas? Sentemos e aguardemos. A seguir cenas das próximas etapas…

O sino foi tocado.

O semi-albino Mick Fanning foi o feliz proprietário de um sino. Com justiça, diga-se de passagem. Mick foi o melhor surfista durante todo o evento (sem contar o aéreo do Slater). O australiano passou as baterias surfando como nos tempos em que era campeão mundial, detonando ondas e adversários. A final foi emocionante. Mesmo com aqueles intervalos infinitos entre uma série e outra, que só Bells sabe oferecer para os espectadores. As semis também não foram nada ruins. O destaque ficou para a polêmica interferência dada para o Jeremy Flores contra o Kelly. Na teoria, foi uma interferência. Na prática, não sei, não. Talvez, para compensar um possível erro, os juízes tenham sido mãos-de-vaca nas notas do Slater na final (inclusive naquele aéreo, que merecia um 12). De curioso, só o fato dos oldschoolers dominarem o lineup. Mick, Kelly e Joel são praticamente três vovôs. E o Jeremy, apesar de mais novo, tem um surfe bem clássico, longe de ser um John John da vida. Detalhe até para o Kai Otton nas quartas. Quem diria que nos tempos de Medina e cia., ele faria umas quartas.  E assim foi Bells. Alternando ondas boas e medianas, foi um campeonato digno de WT. Teve de tudo, de apresentações clássicas a algumas decepções. Como um boa etapa deve ser. Sem falar que teve um pequeno aéreo que entrou para a história.

45 anos nas costas. E muito surfe no pé.

Está decidido. Quando eu crescer, quero ser igual ao Occy. O surfe que ele apresentou no evento em Margaret River é para assistir ajoelhado. O quarentão australiano pegou o básico do surfe e fez com uma maestria que poucos fazem. E de backside. Ou seja, pode diminuir ainda mais a lista de talentos que tem surfe para acompanhar o cara. Foi só o mar subir um pouquinho e dificultar a realização dos modernos aéreos, para os homens se separarem dos meninos. A turma que só sabe dar rabetada pra cá e pra lá, ficou sem muita opção. E a turma que sabe fazer um rail to rail clássico e poderoso, ganhou um parque de diversões. Isso explica os nomes de Adam Melling, Gabe Kling, Occhilupo, Tom Whitaker, Brian Toth, William Cardoso e Kai Otton no round de 24. E a ausência de nomes como….bom, deixa para lá. Mas de toda essa turma aí quem mais chamou a atenção foi mesmo o Occy. 45 anos nas costas. Aposentado das competições. E ainda fazendo a mala da galera. Que Slater que nada. O quarentão da vez é o Mr. Mark Occhilupo. Ele pode não ganhar nenhum título mundial esse ano. Mas só a moral de sair em destaque aqui no CDO já vale muito mais que isso, né não?

O novo filme do Slater.

Estamos sofrendo uma grave crise de “Falta de Assuntite” no surfe. Nenhum grande campeonato. Nenhum acesso de loucura do Bobby Martinez. Nenhuma nova cavada de biquininho da Alana Blanchard.  Nenhum aéreo mirabolante do Medina. Ou seja, o mundo de notícias de surf está flat. Sendo assim, mais uma vez apelamos para um vídeo. O escolhido dessa vez é uma pequena novidade. Assim você para de reclamar que a gente aqui só posta velharia. Quem produziu a brincadeira foi a TransWorld e, para promover o filme, jogaram a session do Slater na net. Espertinhos eles, né? Foram se divulgar com o cara mais popular do universo surfístico. Para não deixar barato, resolvemos usar a mesma tática. Fizemos uma manchete semi-sensacionalista e muito curiosa para atrair a galera. Tudo bem que não é o novo filme do Slater. É só um pedacinho de um filme qualquer. Mas agora você já está aqui. Com essa estratégia mirabolante, teremos milhares, milhões, bilhões de clicks. Deixaremos os patrocinadores mega felizes. E solucionaremos o probleminha da falta de assunto sem precisar falar nada.

Post Navigation

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 25 other followers