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Medina é campeão do Pipe Masters!

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Antes que você tenha um ataque cardíaco, vamos esclarecer uma coisa: a manchete acima não é verdadeira. Estamos apenas treinando para um futuro post. Depois do que o Medina fez ontem em Pipeline, ficou mais do que claro que o garoto é um exímio tuberider. Ele se deu ao luxo de descartar uma nota 8 e alguma coisa na bateria em que escovou o pobre Kolohe. Para aqueles que insistiam em falar que o Gabriel só sabia dar aéreo, lamentamos informar mas eles vão ter que procurar outras formas de tentar diminuir o surfe dele. Medina mostrou uma intimidade com Pipe de dar inveja a muito havaiano. É por tudo isso que tomamos a liberdade de escrever a manchete desse post. Foi nosso treinamento para o que vem por aí. Seja nesse ano ou nos próximos, Medina parece saber o caminho para se tornar um Pipe Master.

Título Mundial

Como já era de se esperar, Slater e Parko estão surfando muito. E, que Netuno nos ajude, existe uma grande possibilidade do título ser decidido na final. Já imaginou? Como diria o mala do Galvão Bueno:  “Prepare seu coração…”

O Eddie Aikau ganhou um companheiro (ou será um concorrente?).

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É oficial. A fábrica dos melhores eventos e campeonatos de esportes de ação do mundo, chamada Red Bull, resolveu dropar com tudo no big surfing e criou o Red Bull Jaws Paddle. Conhecendo bem o que a marca de energéticos tem feito por aí, não temos dúvida que o campeonato sera de altíssimo nível. Resta saber, se as ondas vão cooperar com a brincadeira. Sejamos sinceros, não é todo dia que Jaws quebra com 30 a 50 pés e com uma brisa propícia ao surfe de remadas. Entre os convidados, alguns nomes eram tão certos quanto 2+2 são 4. Shane, Ian, Long, Twiggy, Healy, Danilo, Burle, Fletcher e Kohl. Outros são, de certa forma, surpreendentes, como Slater, JOB, JJ Florence e Bruce. Não que esses cabras aí não tenham motivos para estar lá. Acontece que nenhum deles é um habitué (chique essa palavra, né não?) do pico. Ainda mais nessa nova fase da remada. Bom, mas isso é problema deles que terão que se virar com as morras. Para nós, o que realmente interessa é que agora temos mais um motivo para torcer para as bombas lamberem o arquipélago havaiano. Segundo o Instituto de Pesquisa Marinha Cérebro de Ostriano (IPMCO), Jaws e Waimea quebram com swells e ventos distintos. O que dobra nossa chance de ver os surfistas e suas pranchas maravilhosas em ação. E, caso as duas organizações resolvam fazer o campeonato no mesmo dia, teremos que tomar a decisão que muitos dos surfistas convidados para os 2 eventos terão que tomar: Jaws ou Waimea? Eis a questão.

Adiós, Nike!

Hahahaha! Essa Nike é mesmo uma fanfarrona, né não? Achou que ia chegar no surfe com um caminhão de dinheiro, que iria conquistar o coraçãozinho de milhões e milhões de surfistas e que deixaria a conta bancária com milhões e milhões de dólares a mais. Santa ingenuidade, Batman. Depois de uns 2 anos de investimento no esporte, a gigante resolveu encerrar sua pífia participacão. Será que ninguém avisou que no surfe a coisa é um pouco diferente? Será que ninguém avisou que as cifras aqui são bem diferentes das do futebol, do basquete e do tênis? Será que ninguém avisou o surfista não anda com o bolso cheio de dólares, como os golfistas? Faltou algum diretor da Nike sentar na praia e conversar com um espécime local para saber como funcionam as coisas: “Então leski, tá ligado que o lance aqui é mó vibe, saca?” Mas agora é tarde para chorar sobre o dinheiro derramado. Para os surfistas patrocinados pela marca e que desfilavam seus swooshes mundo afora, restou a Hurley. Um ótimo patrocínio, claro. Um patrocínio que nenhum dos atolados auiq do CDO jamais conseguiria. Mas que não é assim uma…Nike.

O surfe está perdido?

Quem viu a manobra feita pelo Dane Reynolds em Haleiwa deve ter se assutado. Mas quem viu a nota dada pelos juízes para essa manobra deve ter se assustado ainda mais. Não vamos entrar em detalhes sobre a manobra pois palavras não descrevem o que foi aquilo. Ainda mais as palavras dos semi-analfabetos aqui do CDO. Portanto, se você ainda não viu a façanha do californiano, veja aqui antes de continuar a ler essa baboseira toda.

Viu? Podemos continuar? Então vamos lá: talzes essa tenha sido uma das manobras mais inovadoras e bem mandadas em todos os tempos. Se não for a mais, pelo menos top 5 ela é. E, antes que você atire pedras, saiba que o Shane Dorian também achou isso. Não fomos só nós. Ah! O Rob Machado também achou a mesma coisa. Já os juízes…bem…eles acharam que foi um 7. Não, vai, um 7,33. “Vamos dar 0,33 de lambuja, já que o Dane Reynolds teve que acordar cedo pra vir aqui competir” – pensaram os bondosos juízes. O fato é que, mais uma vez, o surfe competitivo perdeu. Para aqueles que choraram e abriram o berreiro na injusta derrota do Medina para o Julian, saibam que essa nota aí é mil vezes mais injusta. Mas como o Dane não é brasileiro, talvez não haja tanto alvoroço no Facebook e no Twitter. Calma, cumpadre, não estamos aqui levantando bandeira de ninguém. Nossa única preocupação é com o surfe, seja ele brasileiro, americano ou botsuano. Até porque, se os juízes dão 7,33 para a manobra do Dane, que nota eles dariam para o backflip do Medina?

Para animar o feriado.

Essa é mais uma daquelas ondas que você sonha em surfar desde que era um bebê de fralda. Quem sabe nesse feriado você não encontra algo parecido. Não custa sonhar, né não?

O “cara” das big waves.

Na semana passada o mundo do surfe deu uma parada no tour e nas suas polêmicas e abriu espaço para as big waves e seus corajosos domadores. Para a alegria de uns, e desespero de outros, foram divulgadas as listas de convidados dos dois grandes eventos  acima de 20 pés da temporada: o clássico Eddie Aikau e o gélido Maverick’s Invitational. Para alegria geral da nação, o Carlos Burle está nas duas listas. Em tempos onde estão todos urrando contra a falta de reconhecimento dos gringos com os surfistas tupiniquins, o Burle vem para mostrar que é só baixar a cabeça e remar na onda, que o reconhecimento chega. Uma hora ele chega. Parabéns a ele que há muitos e muitos anos corre atrás das morras, sem ligar para o que os gringos dizem ou pensam. Já ouviram o tal ditado da água mole e da pedra dura? No surfe ele também faz sentido. Basta um pouco de paciência, uma pitada de comprometimento e uma boa dose de surfe no pé. Agora é torcer para que Netuno seja bondoso nessa temporada e dê ao Burle a chance de mostrar porque ele merece estar nesse seleto grupo de doidos.

Que venha o Havaí.

Se você acha que vamos falar aqui sobre tudo o que rolou na etapa de Santa Cruz, pode ir tirando o cavalo marinho da chuva. Não vamos ficar aqui falando de mais uma nota duvidosa (Slater x Dusty). Essas histórias já estão cansando um pouco, né não? Por isso, vamos direto ao que interessa. Quem sabe amanha ou depois perdemos o nosso, e o seu, precioso tempo com as polêmicas. O que realmente vale de tudo que rolou na Califa, é que o mundial será decidido em Pipeline, onde ele merece ser decidido. O Mineirinho até tentou colocar água salgada no chopp do Slater, mas o azarão Travis Logie (semifinal, quem diria?) foi lá e deu uma rasteira no Parko. Bom para o Travis. Bom para o Kelly. E bom para nosotros, que teremos muita emocão pela frente no campeonato em águas havaianas. Pode colocar a cerveja no gelo que vem diversão por aí. Tanto Slater quanto Joel conhecem e surfam muito bem em Pipe/Backdoor. E, para apimentar a coisa, a etapa ainda conta com um batalhão de havaianos que dominam os tubos de lá (melhor colocar mais um pack de cerveja no gelo). De um lado temos o carecón, que está acostumado a papar títulos em situação de pressão. Do outro, o Parkinson que está faminto para ganhar seu caneco e está percebendo que a chegada da nova geração vai tornar isso cada vez mais difícil. Enquanto Kelly vai surfar solto (convenhamos que mais um título na carreira não vai mudar muita coisa), o Parko vai surfar focado. Quer saber quem vai ganhar? Pois fique querendo. Se prevêssemos o futuro, estaríamos jogando na loteria e não fazendo um blog bem do meia boca.

Um campeão que não ganha.

Faltando duas etapas, o Parko tem, mais uma vez, a chance de levantar seu primeiro caneco mundial. Dependendo da combinação de resultados em Santa Cruz, o australiano pode até garantir o título sem ter que levar a decisão para Pipe. É uma combinação difícil, é verdade. Mas depois que o Shane Dorian e o Greg Long saíram daqueles tubos em Jaws, a gente acredita em qualquer coisa. Voltando ao Parko e sua busca pelo trono do surfe, um detalhe chamou a nossa atenção. De todos os reais candidatos ao topo, ele é o único que ainda não ganhou nenhuma etapa. Aí vem a pergunta que não quer calar: merece o título quem não foi capaz de ser melhor que todos os outros em nenhuma das etapas? Diz o ranking e as regras da ASP, que sim. Manter a constância e ser  suficientemente bom em todas as condições é o mais importante. E, de certa forma, isso está certo. O problema dessa frase está no “suficientemente”. Será que suficientemente bom é o suficiente para nós? Até agora Joel não teve nenhuma etapa em que ele realmente dominou o pico e foi indiscutivelmente o melhor durante todo o evento, como foi o Slater em Fiji ou o Mick em Bells. Não queremos colocar pressão em ninguém. Mas Mr. Joel Parkinson tem mais duas etapas para vencer e mostrar que realmente é o melhor e merece seu título mundial. Caso contrário, poderemos ter um campeão que não ganha.

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