Archive for the tag “Teahupoo”

Deu zebra. Ou melhor, deu rato albino.

Se a uma semana atrás alguém dissesse que o Mick Fanning venceria em Teahupoo, a probabilidade de tirarem sarro dessa pessoa era de 98,17%, segundo o Datafolha. Pois, contra tudo e contra todos, o rato albino foi lá e venceu a coisa. Mas antes de falarmos da vitória, pedimos a todos que se levantem e deem uma volumosa salva de palmas para Teahupoo. CLAP, CLAP, CLAP,… Quem dera todos os lugares ficassem flat por 1 semana e depois voltassem com a qualidade que Chopes, para os íntimos, voltou. Voltando ao campeonato, tudo indicava que Jeremy, Owen ou algum Hobgood estaria na final. Mas nenhum deles contava com a astúcia dos meninos australianos, Joel e Mick. E nem com algumas notas que eles ganharam dos juízes que, segundo o comitê de notáveis do CDO, foram um pouco exageradas. (E  pelo o que o Jeremy Flores reclamou na rede mundial de computadores, vulga www, ele também achou). Joel e Mick foram comendo pelas beiradas (assim como o Ricardo dos Santos) e, quando os adversários perceberam que os dois estavam em ritmo de ir para a final, eles já estavam lá. Não deram bola para as várias médias 18 que o Owen tirou, nem para o grabrail afiado do Jeremy, muito menos para o domínio tubular dos Hob brothers. Na final, mais uma vez as notas geraram uma certa desconfiança. E olha que nem tinha brasileiro lá para a gente levantar a bandeira e começar a reclamar. Mas que as notas do Mick foram, digamos assim, vitaminadas, foram. Se o 9,5 dele foi mesmo um 9,5, o 9,5 do Joel foi um 10. Como é tarde demais para falar sobre isso, não nos prolongaremos no assunto. Guardaremos nossos xingamentos para quando isso rolar com algum brasileiro. Afinal, defender australiano é o car≈†«…..

Caixinha de Surpresa invade Teahupoo.

Sim, ainda é muito cedo para fazer qualquer análise detalhada sobre Teahupoo. A única conclusão que podemos tirar até então é que o futebol perdeu o rótulo de esporte “caixinha de surpresa” para o surfe. Por que? Você nos pergunta por que? Ora, ilustríssimo leitor de blogs quase sem cérebro, os fatos são evidentes. Para começar, Teahupoo, a onda mais punk-power do circuito fica 10 dias com menos ondas que o lago Paranoá. Surpreendente, né não? A segunda evidência veio quando o cara que pode se tornar um dos grandes tube riders do país, Ricardo dos Santos, eliminou um dos maiores tube riders do mundo, um floridiano de nome Kelly Slater. Outra vez surpreendente, né não? E detalhe: apesar de todos os méritos na vitória do Ricardo, ela veio com um erro desse tal de Slater, o que é algo raro e também surpreendente. E, se até agora você ainda não está convencido que o surfe é, sim, uma caixinha de surpresas, aqui vai a prova cabal: Medina, o garoto criado em beachbreaks, atropelou JJ Florence, o garoto parido em corais e amamentado em Pipeline. É, meu amigo, como pode ver, a caixinha de surpresas resolveu praticar outro esporte. E o melhor de tudo, é que, ao que parece, ela resolveu ser brasileira. Só esperamos que a coisa continue assim no última dia do campeonato. Tomara que a lógica fique tão quetinha no canto dela quanto Teahupoo ficou nos últimos 10 dias.

Bombas nos tops, por favor.

Cansado de esperar as marolas entrarem em Teahupoo? Pois é, nós também estamos. Ficar todo dia na expectativa de ver o campeonato e, todo dia, ter que conviver com um “lay day” é bem chato. Nós entendemos. O que nós não entendemos, é ter surfista reclamando por estar entediado e não ter o que fazer no Tahiti. Mesmo? Os caras estão reclamando? Tédio? Que pachorra a deles, né não? Essa vidinha monótona que eles levam, de ficar viajando o mundo, deve ser realmente super chata. Morremos de pena deles. Ó coitados. Legal é a nossa vida de ficar assistindo e babando na internet…Quer saber? Chega desse papinho. Vamos usar todo nosso poder cósmico e transcendental para que entre ali um swell maior do que entrou no ano passado. (Também faremos algumas ligações para que isso aconteça). Criaremos para eles o swell mais cavernoso de todos os tempos. Grande e grosso (Epa! Ficou estranho isso, hein?). E perfeito, para não ter desculpa para não cair. Aí queremos ver esse bando de tops chorões reclamarem por não ter o que fazer. E queresmo ver também quem terá cojones para encarar. Em Fiji, a maioria colocou o rabicó entre as pernas e ficou na segurança da cabana. Sem reclamar do tédio, claro. Será que em Teahupoo, por causa da já proclamada monotonia, a coisa vai ser diferente?

PS: Para ocupar seu dia enquanto o campeonato não vem, aqui vai um pouco do que rolou no ano passado. Aconselhamos você a colocar boia de braço para assistir.

Que venha Teahupoo.

Se você for realmente um viciado no surfe competição, a essa hora você deve estar internado com uma crise desesperadora de abstinência. Sejamos sinceros, esses primes e 6 estrelas não alimentam ninguém, né não? O que pega é WCT. É ter os melhores 32 (ou 34), nas melhores ondas. Nada dessas valinhas huntingtonianas que ficam enganando a gente que, num ato de desespero, assiste e ainda se pega torcendo para esse e aquele surfista favorito. E já que o assunto é melhores ondas, nada como voltarmos com força total em Teahupoo. Aí sim. A única pena é que a previsão não aponta nenhum swell cavernosamente cabuloso como o do ano passado. “Ainda bem.” Devem estar pensando a maioria dos competidores. “Que pena.” Devem estar pensando a minoria da minoria da minoria dos competidores. Em todo caso, qualquer mar de 4 a 6 pés por ali já é o suficiente para fazer de Chopes um baita campeonato. Para aquecermos os motores e tirarmos a ferrugem instalada nos nossos neurônios depois de meses sem um evento do WT, temos um belíssimo Trials. Entre os caras que disputam duas vagas para terem a chance de escovar os tops, estão Bruce Irons, JOB, Manoa, Bruno Santos e Ricardinho dos Santos. Tá bom para você ou quer mais? Então, caro coleguinha de acompanhar os eventos pela internet, trate de estocar muita cerveja porque vem diversão das boas por aí.

Ponto para Miguel Pupo.

A essa hora você já deve estar de saco cheio do assunto US Open. Todo mundo já viu o que tinha que ver e já falou o que tinha que falar. Então por que raios os manés do CDO estão falando mais uma vez do Pupo? Ora, impaciente leitor, quem disse que estamos congratulando (bonito essa palavra, não?) o Pupo pela bela campanha em Huntington? O ponto para ele vai pela informação quentinha que chegou aqui em nosso quartel general. O Miguel Pupo está no Tahiti. Ou seja, o cara foi 10 dias antes para treinar e tentar se dar bem no evento. Ponto para ele. É com esse tipo de atitude que se chega lá. Não adianta ficar surfando meio metrinho ”xôxo” em HB e achar que vai quebrar tudo em Teahupoo. Tem que chegar antes, acumular horas de drops, tubos e caldos para deposi colher os frutos. Os mais novinhos aí podem não se lembrar, mas o Mick Fanning já fez a mesma coisa no ano que foi campeão mundial. Teahupoo era o calcanhar de Aquíles dele. Então o rato australiano foi para lá, se dedicou e, no final das contas saiu com um título mundial. Nada mal, hein? Se nossos guris quiserem sonhar com títulos mundiais, dominação e mulheres seminuas se atirando em cima deles, é preciso dominar Teahupoo e Pipe. Nos beachbreaks o mundo inteiro já sabe que eles são osso duro de roer. Mas nessas ondas aí, ainda temos muito a caminhar. Ainda mais se lembrarmos do fato que o grande rival deles, no futuro, pode ser um gurizão de nome John John Florence.

Homens ou meninos?

Internautas deste nosso Brasil, chegou a hora de separarmos os homens dos meninos. Neste domingo começa o momento mais esperado de todo o tour: a perna do Pacífico. Serão dois eventos seguidos com ondas de gente grande e com a chance de definir quem vai atrás de título e quem vai fazer número até o final do ano. Depois dessas duas etapas, o tour vai estar no meio da sua corrida. E do jeito que a coisa está disputada, quem não estiver no pelotão da frente, dificilmente vai conseguir chegar ao cume antes dos outros. No quesito emoção e adrenalina, Fiji e Teahupoo tem tudo para serem os eventos do ano. Isso, claro, se aquele detalhezinho aparecer: as ondas. No quesito mostrar serviço, todos aqueles que ainda não se deram bem esse ano tem a chance de virar o jogo em ondas de verdade, mostrando que a fase ruim já foi jogada para o canal. No quesito surfe, não precismos nem comentar muito, né? Com o swell mostrando as caras, esses dois picos colocam quase todas as outras etapas no bolso. A única que se salva aí é Pipeline. Mas, até lá, pode ser tarde demais para alguém querer recuperar o tempo perdido. O título pode já estar definido. A degola, também. Melhor não arriscar, né não? Sendo assim, nosso conselho é que os tops passem bastante parafina na prancha e acelerem tudo o que puderem para sair dos tubos (e fugir dos corais). Morrer nos cilindros dessas duas etapas pode ser o início de uma possível morte no tour.

Ficou pequeno para os beach breaks

Ninguém saiu tão derrotado do campeonato de Teahupoo quanto os beach breaks. Nem o Bobby Martinez, nem o Dane Reynolds, que não foram e perderam altas ondas, se deram tão mal. Depois de toda a dicussão que rolou em torno das decisões (estúpidas, diga-se de passagem) da ASP, de dar mais ênfase nos campeonatos em fundos de areia para atrair mais público, quem deu a melhor resposta foi o próprio oceano. O swell que rolou em Chopes foi uma verdadeira humilhação a qualquer beach break que se preze. Fico imaginando os diretores da ASP vendo o campeonato e pensando na besteira que fizeram com o Tour dos sonhos. Deve ter neguinho ali que fez promessa envolvendo a família para que dê altas nas etapas de San Fran e New York. Porque se não der, a pressão em cima deles vai ser tão grande quanto a que fazem no técnico da seleção brasileira. Acho até que eles devem ter torcido para o swell de Teahupoo sumir dos mapas das previsões (mais promessas envolvendo os parentes devem ter entrado na roda). Mas pelo visto o santo deles não é tão forte quanto o dos surfistas e dos amantes do surfe. Agora é esperar para ver o que acontece nas próximas etapas. Aqui no CDO, vamos torcer para que dê altas ondas porque queremos ver espetáculo, onde quer que seja. Mas, já adianto, não vamos fazer nenhuma promessa envolvendo familiares para que isso aconteça. Nem com a sogra.

Exclusivo! O Kelly vai ter que dividir o título em Teahupoo.

O Cérebro de Ostra está tomando uma atitude inédita na história do surfe mundial. Estamos, sem o aval de ninguém, dividindo o título do Slater em Teahupoo. E ai de quem ousar reclamar. A partir deste exato momento, Slater vai ter que dividir o prêmio com um pequeno grupo de brasileiros que no dia em que o bicho pegou, eles pegaram altas. Portanto, Kelly, dê um passinho para o lado aí no topo do pódio porque vão subir aí os seguintes vencedores: Carlos Burle, Gordo, Koxa, Vitor Faria, Maya Gabeira, Pedro Scooby e Ricardo Santos (se esquecemos de alguém, pedimos um milhão de desculpas). O que essa galera fez no dia em que Teahupoo ficou gigante, é digno de medalha de honra recebida das mãos da presidente em Brasília. Num mar que o rei do pico (Raimana) saiu agradecendo a Deus por ter sobrevivido. Num mar que o Slater preferiu assistir do canal. Num mar que tirou a roupa do Bruce. Num mar que desafiou a física. E num mar que não tinha nada a ver com os mares que temos no nosso litoral, essa gang de brasileiros deu um show de atitude e de surfe. Na verdade, essa galera nem precisa dividir o pódio com Slater. As ondas, tubos e lembranças que eles vão ter desse dia, já é um título por si só. A todos eles, os humildes e sinceros parabéns do Cérebro de Ostra Corporation Limited.

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