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Hora de engatar uma 3ª no WT.

Hoje vamos direto ao ponto. Sem muitos rodeios para você poder passar mais tempo vendo fotos das amigas gostosas no Facebook. É o seguinte, está na hora dos brasileiros engatarem uma 3ª marcha no tour. O ano começou com a previsão de atropelamento por parte do time tupiniquim. Tínhamos até a perspectiva de um campeão mundial, finalmente. Sem falar em tops 5, 10 e 16. Hoje, a realidade está um pouquinho diferente da que deve ser. De concreto mesmo, só as boas atuações e resultados do Mineirinho. Sim, sabemos que ainda é cedo, que tem muita etapa pela frente e blábláblá e blábláblá. Mas não adianta sonhar grande e ficar dormindo até a 6ª etapa, né não? O Heitor e o Miguel até que estão no caminho certo. Só poderiam ter aproveitado a etapa brasileira para fazer uma quartas ou semis e pegar confiança para o desafio Fiji/Tahiti que vem pela frente. Já o resto da turma precisa correr um pouco mais atrás para tirar a diferença. O Alejo parece que começou seu sprint até o pelotão da frente no Rio. Mas ele precisa manter o pé embaixo na perna do Pacífico se quiser brincar com os grandes lá na frente. O Raoni está fazendo o que pode e agora tem duas ondas pesadas para mostrar seu surfe. Já o Jádson e o Medina precisam dar uma nova largada. O ano deles começou com o pé esquerdo fora da rabeta. Foram 3 péssimos resultados no WT para o grande talento dos 2. O Medina ainda ameaçou crescer depois da vitória em Trestles mas foi alarme falso. Sendo assim, daqui em diante é quartas de final para frente. E não se fala mais nisso, ok? Então pode voltar para seu Facebook e para suas amigas gostosas. Faremos o mesmo.

 

Tá com medinho, Slater?

Senhoras e senhores, machos e fêmeas, tarados e taradas (pelo surfe), é com grande prazer que anunciamos que Kelly Slater, o 11 vezes campeão, arregou. E que arregada. El carecón anunciou que não vem para o campeonato no Rio. Ou seja, uma puxada de bico daquelas de envergonhar até estrela-do-mar. Depois de ver o que o Medina fez com os adversários em Trestles, o multicampeão deve ter pensado “Qué isso, meu rei, eu quero ficar longe desse moleque”. Ou algo parecido. Pensamentos slaterianos à parte, a verdade é que o cara viu que o bicho ia pegar e deu linha na pipa, como dizem os mais jovens e adeptos do cigarrinho do capeta. Como desculpa, Kelly usou um corte no pé. Pode até ser. Mas teve ano aí em Bells que ele ganhou o campeonato com pé quebrado. Não seriam uns pontinhos à toa que tirariam ele da competição. Portanto, colocando nosso cérebro ostraniano para funcionar, deduzimos que o motivo para tamanha arregada tem nome. E CEP e telefone, também. Ele se chama Gabriel Medina (só não daremos o CEP e o telefone aqui por razões de segurança). Quer saber, seu Slater, o senhor está mais do que certo. Está certíssimo. Achamos até que o senhor também deveria ter medo do Mineiro, Heitor, Pupo, entre outros brasileiros aí. Ouvimos dizer que eles vão pro “pegapracapar” no Rio. E aí, caro careca reluzente, é melhor mesmo o senhor ficar em outro continente, para não ser humilhado em águas marinhas tupiniquins. Pena o senhor perder a oportunidade de comer nosso açaí. Mas é melhor não comer açaí, que engolir uma dolorosa derrota em combinação.

O que mais chamou sua atenção no WT 2012?

Passada a perna australiana e a tensão do começo do ano, chegou a hora de analisarmos o tour. O povo quer saber: o que mais surpreendeu você nesse começo de WT 2012? O que mais deixou você pasmo, congelado, sem ar, boquiaberto e arrepiado na virilha, nessas duas primeiras etapas? Fizemos um levantamento detalhado dos principais fatos do tour até agora e deixamos com você a responsabilidade de decidir o mais marcante. Escolha com carinho. É por sua conta e risco. E avisamos desde já: qualquer problema, nem adianta colocar a culpa na gente. Nossos advogados já estão preparados para tudo. Dito isso, vamos ao que interessa. Qual é o fato mais surpreendente até o momento?

- O Medina ainda não ter vencido um campeonato.

- O Slater não ter se aposentado e, pior, estar na liderança do tour.

- O Jonh John ainda não ter chegado, se quer, nas quartas de final.

- O Taj ter ido muito bem num campeonato e muito mal no outro (naaaaa…, isso não é surpresa para ninguém, né não?).

- O Mineiro ter sido garfado na final de Snapper?

- O surfe de backside do Heitor não ter passado do 25º lugar em Bells?

- O Alejo não ter ido além da 2ª fase em nenhum campeonato. Repito: nenhum campeonato.

- O Kai Otton ter feito as quartas em Bells.

- Os juízes terem tomado decisões controversas (não, esse também não é surpresa nenhuma).

- O Slater ter dado um aéreo melhor que os do Medina, do Julian e do Kerr. Juntos.

- O Cérebro de Ostra ainda não ter feito nenhum post xingando os gringos (em especial o Parko, nosso alvo preferido) esse ano?

Venceram mas não convenceram.

 

O título deste post é um dos mais idiotas e lugares-comum que podíamos oferecer aos nossos leitores. Porém, ele é mais que na medida para o assunto que está circulando em todas as rodinhas do mundo surfístico. Portanto, pedimos desculpas mas vamos com ele mesmo. Até porque estávamos sem saco de pensar outro. Depois de duas etapas do WT, uma coisa ficou muito clara para a maioria. Nem o Taj, nem o Mick, venceram suas respectivas finais. Apesar de terem surfado muito bem, ambos perderam para Mineiro e Slater, também respectivamente. Pergunta: o quem se passa com os juízes da ASP? O mundo inteiro viu uma bateria e eles viram outra? Ou será que no momento do julgamento passou uma baitcha gostosa na areia e eles não viram as ondas que mudariam a história? Seja qual for a situação, ela é preocupante. Dois erros em dois campeonatos. 100% de não-aproveitamento. Se os juízes estão querendo dar uma força para os surfistas locais de cada etapa, eles são idiotas. Isso tira completamente a graça do jogo. Se eles estão querendo dar uma força para quem surfou melhor o evento inteiro, a coisa já faz mais sentido. Mas não é válida. Não adianta nada ir bem em todas as baterias e ter uma recaída justo na final. Não aguenta pressão, bebe leite. E não desse para o playground. Mick foi disparado o melhor surfista em Bells. Menos na final. Talvez os juízes tenham dado uma força só para compensar o esforço dele nas outras baterias. Em Snapper, Taj também surfou muito durante o evento. Mas não na final. Então os juízes deram um jeitinho de ajeitar as coisas. Talvez eles achassem que pelo que Taj e Mick fizeram durante a etapa valesse 1 pontinho a mais na final. Como um prêmio por desempenho. Um bônus. Será? Essa dúvida só será respondida nas próximos campeonatos. Será que os Magos das Notas continuarão fazendo justiça com as próprias canetas? Sentemos e aguardemos. A seguir cenas das próximas etapas…

O 3º round promete.

O post de hoje gerou muita discussão aqui no CDO. Não sabíamos se falávamos do que já rolou em Bells ou do que ainda vai rolar. Depois de uma longa e exaustiva reunião com todos os conselheiros e diretores, decidimos olhar para frente e falar do futuro. E que futuro. O round 3 reservou grandes emoções para aqueles que aguentam ficar até tarde na frente do computador. A brincadeira começa com Mineiro x Yadin. É a chance do brasileiro dar o troco no Yadin pela escovada que ele deu no Alejo (ops, olha a gente falando do passado). Mais pra frente tem Owen x Jádson. É o encontro dos dois melhores backsides do evento até o momento. Pulemos algumas baterias e cheguemos em Mick x Raoni. Muitos dariam essa bateria para o Mick, sem nem pestanejar. É aí que está uma grande oportunidade para o Raoni mostrar serviço. Se ele quer arrumar logo um patrocínio, dar uma surra no Mick seria de grande ajuda. Logo depois vem Medina x CJ. Dois goofies, dois estilos completamente diferentes e dois surfistas que ainda não se acharam muito bem nessa etapa. Isso que é equilíbrio. De resto, a bateria que mais chama a atenção é John John x Wilko. Mas não é pelo equilíbrio. É pelo espetáculo, mesmo. Se o JJ continuar surfando do jeito que está, só perde essa bateria quem estiver surfando 6 pés na frente de casa. Tubulares, claro.

Bells é mais importante do que você pensa.

Muitos podem achar que Bells não é um dos campeonatos mais excitantes do tour. Sentimos dizer, mas esses “muitos” estão errados. Ao menos esse ano. Por que? Ora, porque estamos falando que é. E ponto. Não, brincadeira. Não somos tão prepotentes assim. O sucesso, o dinheiro e as mulheres não subiram à nossa cabeça. Acontece que Bells, por ser uma onda que exige um surf mais clássico e menos avant-garde (falamos bonito agora, hein?), é uma das ondas que desafia os surfistas da nova geração. Sabe aquela turma que é cheia de dar aéreos e rabetadas que deixam 65,6% da prancha fora d’água? Eles mesmo que estamos falando. Em Bells, todo mundo tem a oportunidade de mostrar que também entende do surfe de cavadas, rasgadas e cutbacks. Em Bells, todo mundo tem a chance de mostrar que tem um surfe completo. Assim como Teahupoo e Pipe são as fronteiras das ondas pesadas e tubulares, Bells é do surfe tradicional. Para alguns brasileiros, essa etapa é ainda mais importante. Os críticos de plantão esperam etapas como essa para descer a lenha nos meninos tupiniquins. Essa é a chance dos invejosos falarem que “o Medina não sabe surfar de backside“. Ou de dizer que “o Pupo só sabe dar rabetada”. Ou que “ o Jádson só tem uma manobra no repertório”. O mesmo também vale para gringos como Josh Kerr e Julian Wilson. Mas como somos patriotas extremistas, não estamos nem aí para eles. Cabe a todos os aqui citados, e alguns outros, provar que os críticos estão enganados. Eles que se preparem para mandarem bem em Bells. Ou se preparem para passar mais um ano ouvindo o que não querem ouvir.

O Medina que se cuide.

Prometemos que não tomaremos muito do seu tempo no dia de hoje. O assunto de hoje é o mesmo de poucos dias atrás (é só você fuçar aí embaixo que vai ver o que estou falando) portanto, não teremos muita coisa nova para dizer. O papo é sobre o JJ Florence. Para quem não sabe, ele ganhou o Prime 6 estrelas de Margaret River. Com isso, ele soma 3 vitórias em 3 eventos de peso, nos últimos 3 meses: Sunset, Pipe e Margaret. Todos com ondas de qualidade. Todos com ondas diferentes uma das outras. Quando o Medina ganhou alguns eventos do QS, a primeira coisa que a mídia brazuca falou foi que tínhamos um novo futuro campeão mundial. Quero saber agora o que vão falar do “John Ao Quadrado”. Se a lógica valeu para o Medina, também tem que valer para o havaiano. Ou será que o fato dele ser das ilhas de lá o desmerece para um título mundial? Será? Será que seremos tão preconceituosos assim em nossos sites e revistas que cobrem o mundinho do surfe? A única coisa que sabemos é que se o JJ fosse brasileiro, teria gente por aqui soltando rojão antecipado. Do ponto de vista cerebral, achamos que ele é um sério candidato a futuro campeão mundial. Um candidato tão forte, que pode até jogar areia no sonho do Medina (e de milhões de brasileiros). Agora só nos resta cruzar os dedos para o Gabriel voltar com tudo em Bells. E para o Florence cair mais da prancha.

Troféu Cerebration – Snapper

O zum-zum-zum sobre a etapa em Snapper já está baixando. Mas antes que ele acabe de vez, a população mundial precisa saber o resultado oficial do já famoso Troféu Cerebration. Chegou a hora de fazer justiça àqueles que a ASP não premia. Relaxe e aproveite o espetáculo.

Troféu Já Vi Esse Filme – Juízes da ASP

Mais um campeonato decidido com notas duvidosas. Chega desse filminho, né não?

Troféu Queremos Mais – Gabriel Medina

Depois que ele acostumou a torcida a ver tantas vitórias, fica difícil de engolir uma derrota no 2º round.

Troféu Vai-Não-Vai – Taj Burrow

Mais uma vez o Taj começou o ano arrebentando. Resta saber se mais uma vez ele vai cair de produção e perder o título. E aí, o cara vai ou não vai dessa vez?

 

Troféu Vai-Não-Vai de Platina – Kelly Slater

Acabou Snapper e já começou a especulação. O carequinha vai ou não vai para Bells?

Troféu Faltou Um Floater – Adriano Mineirinho

Lembra no Rio? Então, se o Mineirinho desse um floater na final, levaria o título fácil. (É brincadeirinha, tá?)

Troféu Eu Já Sabia – Heitor Alves

Alguém tinha alguma dúvida que o Heitor iria distribuir sapatadas de back para todo lado?

Troféu Até Tu, Brutus? – Snapper

Ondas fracas e mexidas. Isso quando elas resolviam aparecer. Até tu vais entrar nessa de oferecer ondas falidas para os tops, Snapper?

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